O Atlético teve, para a partida contra o Goiás, duas mudanças em relação aos 2 a 1 sobre o Atlético-MG: Juninho por Marcelo Palau, e Elias por Paulo Baier. A estrutura tática era a mesma dos últimos jogos. Quatro defensores (Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho); dois jogadores de contenção no meio-campo (Marcelo Palau e Bruno Silva); dois armadores (Everton e Paulo Baier) e dois atacantes (Marcelo e Dellatorre).
De acordo com o posicionamento do camisa 7 Marcelo, o time varia do 4-4-2 para o 4-2-3-1:
Primeiro tempo
Nos 2 a 0 sobre o Goiás, destaco duas questões. Primeiro: o posicionamento de Marcelo Palau. O uruguaio de 28 anos - que tem passagem por clubes como Nacional-URU, Cruz Azul-MÉX, e Guaraní-PAR - atuou como um verdadeiro cão-de-guarda. Ele ficou plantado à frente da primeira linha de quatro. Ele cobria tanto o lado direito, com os avanços de Léo, quanto o lado esquerdo (ponto fraco do time rubro-negro, principalmente pela irregularidade de Pedro Botelho). Além de marcar, Marcelo Palau era responsável por iniciar as jogadas. Apesar de fazer só a primeira partida como titular, teve atuação segura.
A seguir, um frame mostra o posicionamento defensivo do Furacão no domingo:
Além desse posicionamento do Marcelo Palau, chamo atenção para a inversão de Everton (inicialmente à esquerda) com Marcelo (que jogava pela direita). No começo, eles sofreram com a marcação adversária e pouco criaram. Aos 30 minutos, mudaram de lado. Essa inversão confundiu a marcação goiana. E, pela direita, o canhoto Everton assustou o goleiro Renan em chute de longe e, na sequência, deu passe preciso para o atacante Dellatorre abrir o placar. Marcelo também deu trabalho pela esquerda, mas sem conseguir criar uma jogada clara de gol. Confira o frame do gol, com Everton pela direita e Marcelo pela esquerda:
Como Léo atacava mais que Pedro Botelho, o Furacão mostrou um
desequilíbrio na frente. Nos primeiros 45 minutos, o time ameaçou o gol
adversário em sete oportunidades. Dessas, cinco jogadas começaram pela
direita (entre elas, o gol) e apenas duas pela esquerda. Se o camisa 6
recuperar o futebol de 2012, o Atlético deve mostrar mais equilíbrio
nesse aspecto.
Segundo tempo
Vagner Mancini voltou para o segundo tempo com Zezinho no lugar de Marcelo Palau. Com isso, o técnico recuou Bruno Silva para a função de primeiro volante. O camisa 17, que teve atuação irregular no primeiro tempo, cresceu no jogo. Ele ficou plantado. E Zezinho flutuava no meio-campo: atacava pela direita, marcava pela esquerda, iniciava as jogadas pelo centro... O Furacão seguiu com o domínio da partida. Teve chances para ampliar com Dellatorre e Everton (duas vezes) e foi pouco ameaçado. O comandante rubro-negro mexeu mais uma vez Dellatorre saiu; Ederson entrou. A estrutura tática continuou a mesma:
No fim, o Atlético ampliou o placar com Ederson. Marcelo tocou por cobertura, Zezinho chutou cruzado, e o camisa 77 pegou o rebote de Renan para marcar o sexto gol dele no Brasileirão. Foi a terceira vitória seguida do Furacão no campeonato, a primeira como mandante (até então, tinham sido quatro empates em quatro jogos). O time chegou aos 16 pontos e subiu para o oitavo lugar. O próximo compromisso é contra o Bahia, às 21h de quarta-feira, mais uma vez na Vila Capanema.




2 comentários:
sensacional, ótima analise, com detalhes, inclusive sobre detalhes com números de jogadas do lado direito e esquerdo, parabéns cara
Muito obrigado pelo prestígio e pela audiência, Negão!!
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