sábado, 1 de junho de 2013

Análise do sub-17 atleticano

O Atlético tem cinco vitórias, dois empates e uma derrota no Campeonato Paranaense sub-17. Segundo colocado na primeira fase (atrás do Coritiba), atualmente é o líder do grupo na segunda fase. Desses oito jogos, eu assisti três: as vitórias sobre Paraná Clube e Grêmio Maringá, além da derrota para o Coxa. Não é o número ideal para fazer uma análise, mas vou fazer mesmo assim...

O time nos 6 a 0 sobre o Grêmio Maringá (muito perto do "time base" no estadual):


O time de André Prodes joga no tradicional 4-2-3-1. O goleiro Warleson tem qualidade e passa segurança. A defesa (com laterais mais presos, que não passam do meio-campo) não tem um destaque. O zagueiro Victor Feitosa, que também atua improvisado como volante, é o mais experiente, responsável por organizar o sistema defensivo. E o camisa 3 Michael é rápido e bom no desarme. É o que mostra mais potencial, mas, às vezes, é afoito. Sobre o setor de contenção... Nos 6 a 0 sobre o Grêmio Maringá, Victor Feitosa e Mattheus Rossetto jogaram como volantes. O primeiro ficava plantado, e o segundo saía mais.

Na frente, Nathan, Enrick e Marco Damasceno formam uma linha de 3. Nathan e Enrick costumam trocar de posição. Com muita velocidade, eles confundiram a defesa do Grêmio Maringá no último sábado. Marco Damasceno fica na esquerda. Thiago Mosquito (ex-Vasco da Gama) joga mais avançado, como homem de referência. Com outras peças, a formação do time, no 4-2-3-1, era a mesma nos outros jogos (contra Paraná e Coritiba).

Ponto forte: o quarteto ofensivo. Nathan, Enrick e Marco Damasceno têm velocidade, qualidade no drible e poder de finalização. Eles servem o atacante de referência, Mosquito, mas também entram na área para concluir. O camisa 9, pivô da polêmica envolvendo Atlético-Macaé-Vasco, vêm correspondendo às expectativas. Não é um driblador, mas tem ótimo aproveitamento nas finalizações. Em dois jogos na segunda fase, tem três gols - um deles, por cobertura. 

Ponto fraco: as laterais. É um problema crônico no futebol. Clubes da elite sofrem para encontrar especialistas na posição. E no sub-17 atleticano não é diferente. O time sofre tanto na busca de um camisa 2 quanto de um camisa 6. Na direita, Matheus Moreira e Breno já foram testados. Matheus é volante. Não compromete, mas pouco contribui ofensivamente. Na esquerda, Matheus Borges, Mateus Santiago e Gustavo jogaram durante o estadual da categoria - também sem destaque.

Escalação do Atlético contra o Grêmio Maringá:

Warleson; Matheus Moreira (Marcos Almeida), Michael, Gerson e Gustavo
Victor Feitosa e Matheus Rosseto (Mateus Santiago)
Nathan, Enrick (Flávio) e Marco Damasceno (João Heinen)
Mosquito (Crysan)

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