O Atlético tem cinco vitórias, dois empates e uma derrota no Campeonato Paranaense sub-17. Segundo colocado na primeira fase (atrás do Coritiba), atualmente é o líder do grupo na segunda fase. Desses oito jogos, eu assisti três: as vitórias sobre Paraná Clube e Grêmio Maringá, além da derrota para o Coxa. Não é o número ideal para fazer uma análise, mas vou fazer mesmo assim...
O time nos 6 a 0 sobre o Grêmio Maringá (muito perto do "time base" no estadual):

O time de
André Prodes joga no tradicional 4-2-3-1. O goleiro Warleson tem
qualidade e passa segurança. A defesa (com laterais mais presos, que não
passam do meio-campo) não tem um destaque. O zagueiro Victor Feitosa,
que também atua improvisado como volante, é o mais experiente,
responsável por organizar o sistema defensivo. E o camisa 3 Michael é
rápido e bom no desarme. É o que mostra mais potencial, mas, às vezes, é
afoito. Sobre o setor de contenção... Nos 6 a 0 sobre o Grêmio Maringá,
Victor Feitosa e Mattheus Rossetto jogaram como volantes. O primeiro
ficava plantado, e o segundo saía mais.
Na
frente, Nathan, Enrick e Marco Damasceno formam uma linha de 3. Nathan e
Enrick costumam trocar de posição. Com muita velocidade, eles
confundiram a defesa do Grêmio Maringá no último sábado. Marco Damasceno
fica na esquerda. Thiago Mosquito (ex-Vasco da Gama) joga mais
avançado, como homem de referência. Com outras peças, a formação do
time, no 4-2-3-1, era a mesma nos outros jogos (contra Paraná e
Coritiba).
Ponto forte:
o quarteto ofensivo. Nathan, Enrick e Marco Damasceno têm velocidade,
qualidade no drible e poder de finalização. Eles servem o atacante de
referência, Mosquito, mas também entram na área para concluir. O camisa
9, pivô da polêmica envolvendo Atlético-Macaé-Vasco, vêm correspondendo
às expectativas. Não é um driblador, mas tem ótimo aproveitamento nas
finalizações. Em dois jogos na segunda fase, tem três gols - um deles,
por cobertura.
Ponto fraco: as
laterais. É um problema crônico no futebol. Clubes da elite sofrem para
encontrar especialistas na posição. E no sub-17 atleticano não é
diferente. O time sofre tanto na busca de um camisa 2 quanto de um
camisa 6. Na direita, Matheus Moreira e Breno já foram testados. Matheus
é volante. Não compromete, mas pouco contribui ofensivamente. Na
esquerda, Matheus Borges, Mateus Santiago e Gustavo jogaram durante o
estadual da categoria - também sem destaque.
Escalação do Atlético contra o Grêmio Maringá:
Warleson; Matheus Moreira (Marcos Almeida), Michael, Gerson e Gustavo
Victor Feitosa e Matheus Rosseto (Mateus Santiago)
Nathan, Enrick (Flávio) e Marco Damasceno (João
Heinen)
Mosquito (Crysan)
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